Quem sou eu?

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Belo Horizonte, Minas gerais, Brazil
"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos." (Saint-Exupéry) Uma pessoa comum, fora do normal. Sou mais do que as pessoas pensão e menos que elas esperam. Posso ser um rei, um carrasco, mendigo. Mas sou apenas eu mesmo, sem muita coisa, apenas o bastante pra cativar as raposas ao meu redor, e me permitir ser cativa-do pela mesma.

Um pedaço de mim.



Quando pequena era apenas uma criança mimada e chorona, chorava simplesmente por tudo, e qualquer coisa. Comecei a crescer depois da morte de um pai mesmo distante, prometi a mim mesmo não chorar por coisas bobas.
Veio à vida me ensino que tudo tem solução, basta querer. Com o tempo vi que chorar não faz mal pelo contraio, te ajuda aliviar mas, por uma promessa infantil e impensada minhas lágrimas secaram. Eu ainda um garoto bobo e chato, pensava que nunca mais iria chorar. Mas vieram os amigos, aqueles que você acha que sempre vão estar do seu lado, ai comecei a chorar de novo. Chorava por que não conseguia mais viver sem as pessoas que no meu pensar eram as únicas que me amavam. Veio o cotidiano e com ele muitas coisas ruins e boas, depois de muito conviver com as pessoas descobri que nada, simplesmente nada é pra sempre, e aprendi do jeito mais doloroso possível, vi os meus grandes e melhores amigos se afastarem, uns bruscamente por brigas sem fundamentos. Outros sumiram só pelo fato de achar que uma amizade sobrevive só por palavras distantes.
Hoje estou a escrever de sentimentos ruins que não escondo de ninguém nem mesmo dos meus amigos, tinha problema em dizer amigos. Mas posso ver que as pessoas que realmente estão do meu lado nos momentos ruins nem sempre são aqueles que me prometeram estar quando eu precisar. Uma vez me disseram que eu ficaria sozinho. Muitas pessoas me dizem ao contrario, as pessoas que mais me importam me gritam nos ouvidos que nunca estarei sozinho, mas é difícil pensar na solidão.
Ela é tão dolorosa mesmo por pouco tempo, tenho muito medo dela. Medo de voltar e não ter ninguém pra me abraçar ou ate mesmo chorar comigo, ninguém pra sorrir e brincar, pra amar ou odiar. Sei que penso de mais antes de fazer alguma coisa, vem do meu ensinamento e não consigo parar, queria ser mais louco e viver sem pensar. Tento olhar pela janela e ver algum futuro, mas fecho ela rapidamente com medo de não conseguir enxergar.
Aprendi a dar mais valor a minha família por mais insegura ou boa que ela seja, vai ser ela que vai me amparar nos momentos difíceis, o que mais me dói é pensar que vamos morrer, sinceramente, não queria morrer, nem mesmo crescer, mas tudo tem que evoluir, que pena que o ser humano ainda não nota isso e só anda pra traz a cada dia.

LUZ OU ESCURIDÃO?


Alguém apago as luzes, mas vejam bem, esbugalhem os olhos e poderá ver ali no canto bem escondido a felicidade, mas olhem o carinho acabo de passar correndo, o sorriso brincalhão como sempre esta atormentando a todos, gente não posso acreditar o amor junto da eternidade. No escuro posso ver todos os sentimentos bons que a luz do dia não deixa ver. Tinha medo do escuro, mas aqui estou muito bem acompanhado. Não queria que as luzes fossem apagadas, mas estou me acostumando, a esperança travessa não me deixa quieto e sussurra a todo o momento que o amor anda sempre junto da dor, mas nem um dos dois faz mal algum, basta sabe lidar com cada um, que o tempo é quem ensina a amar e a sofrer sem se machucar.

Alguém ligo as luzes cadê os sentimentos bons só vejo dor sem acompanhamentos, vejo a tristeza por todo canto, olha o choro atormentando todos os corações apaixonados, a mentira acaba com as esperanças, a verdade insana e louca não deixam as crianças sonharem. Mas agora sei quem pode ter ligado a luz, foi ela a única, quem mais poderia ter sido, somente ele tem a mente tão doentia, capaz de não deixar ninguém sonha ou ter esperanças. Realidade por que acendeu as luzes? Por que você não é capaz de deixar ninguém amar? Por que sente raiva dos sentimentos bons? Mas depois de tantas perguntas sem respostas, a realidade doida e perversa vem me atormentar e não me deixa mas sonha, pare de me machucar você é capaz de qualquer coisa pra me ver chorar. Mas consegui por alguns momentos deixar a realidade pra traz e voltar a escuridão, antes que ela volte colocarei todos os sentimentos bons em uma caixinha escura chamada sonho, pois quando ela voltar terei o sonho pra me salvar. Ela esta sorrindo achando que acabou comigo, mas ela não sabe que a cada momento ruim abro minha caixa e dela retiro um sentimento pra me ajudar a vencer a realidade doentia em que nos deparamos em todos os lugares.

O começo


Tudo tem um começo. Hoje ouço o choro de uma criança, veio à vida pra um dia morrer. No choro dela vem também a alegria, sem saber por tudo q vai passar nessa vida tirana.
Ela cresceu, agora pode conhecer o que é o verdadeiro choro. Pode chorar por um amor que foi embora, por um sonho perdido. Chora por um mundo que não compreende o que é a vida.

Suas lágrimas são puras e ao mesmo tempo corrompidas com um mundo de dor e tristezas. "Pare de chorar criança tola"- o velho lhe grita aos ouvidos, esse mesmo velho já choro muito e se lembra de quando era apenas uma criança pura e inocente.

Hoje no túmulo de uma criança chorona tem muitas pessoas, muitas delas ainda não sabem o que é o amor, ou o que a vida tem de boa. A única coisa que elas sabem é o que o trabalho pode trazer, o que um cigarro pode causar e o que o mundo esta se tornando. Mas todos eles envez de se levantarem limpar as lágrimas e fazer alguma coisa, deixam os olhos se fecharem pra qualquer coisa ruim. Mas as pessoas não sabem o que é amar, o que é ser feliz. Cada sorriso falso faz acumular a dor e o desespero.

As pessoas só podem ver que tudo esteve errado quando chegarem em seu próprio túmulo e assim relembrar de tudo que a vida lhes deu de bom.. E que puderam aproveitar somente a parte ruim e gananciosa. O meu túmulo esta fechado, alguém pode me ajudar? Quero ver o que fiz da minha vida, se as minhas lágrimas foram derramadas sem objetivo ou se pelo menos uma delas puderam tocar o chão frio e solitário.