Quem sou eu?

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Belo Horizonte, Minas gerais, Brazil
"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos." (Saint-Exupéry) Uma pessoa comum, fora do normal. Sou mais do que as pessoas pensão e menos que elas esperam. Posso ser um rei, um carrasco, mendigo. Mas sou apenas eu mesmo, sem muita coisa, apenas o bastante pra cativar as raposas ao meu redor, e me permitir ser cativa-do pela mesma.

A estátua

Por que perguntas tolas se as respostas são tão óbvias. Por que eu parei de sonhar? Por que não paro de chorar? Por que meu coração já não bate? Por que a vida não tem mais sentido? Parei de sonhar quando percebi que nada mais queria comigo, comecei a chorar quando percebi que o coração que tanto queria era de outro, meu coração parou de bater quando percebeu a solidão. Diga-me o que acha de mim agora que não sou nada.  Diga-me o que ira fazer comigo agora que sou nada alem de uma estátua de pedra. O coração gelado as lágrima secas, a vida já não existe em mim. Minha alma vaga por um lugar desconhecido sem saber voltar, sem motivos pra retornar.

Mas ainda bem que você não me prendeu, mesmo morto sei que um dia meu coração voltará a bater, que um dia minha alma vai ter que voltar e meus sentimentos serão revividos, só não posso dizer quanto tempo vai demorar, mas sei que vai acontecer. Quem foi o infeliz que esculpiu esse sorriso falso no meu rosto? Enquanto estou sorrindo por fora, meu coração está dilacerado por dentro. Parado sem sentido pra viver permanece meu corpo sem calor, sem tato ou paladar.

Mas quem é essa pessoa que todos os dias vêm ao parque, e com um olhar triste se senta no mesmo lugar todos os dias? Posso ver que ela carrega uma dor tão grande, seus pensamentos se perdem no meio das pessoas rotineiras. O suspiro de apaixonado não me engana, ele ama alguém, mas pelo jeito não é correspondido, vejo nesse rapaz muita coisa de mim, só espero que o fim dele não seja igual o meu. Mas comecei a reparar naquele rapaz, e acompanhar cada passo e suspiro que era dado. O tempo passou e me vi a admirar tão grande sentimento, acho que aquele rapaz estava me devolvendo a vida. Mas começo a confundir admiração com sentimento maior, será possível que meu coração começara a bater? O que é isso ao tocar meu rosto? Tinha tanto tempo que não sentia o vento me tocando, já não reparava mais no sol brilhando, e nem em todo esplendor da lua cheia. Mas o coração que foi colocado no lugar hoje dói muito ao ver aquele rapaz chorar. Queria tanto poder ampará-lo, lhe fazer carinho e tirar toda dor que sente. Mas aqui inerte não posso fazer nada, uma lágrima desse dos meus olhos o sorriso falso ainda continua no meu rosto.

Um dia o rapaz resolveu contar os seus problemas pra essa pobre estátua, contou toda a sua historia de amor ou o que lhe restava. A cada lágrima dele, meu coração doía mais, por não poder ajudar, ate que ele olha pro céu e pergunta pra Deus, se um dia seria feliz ou se encontraria alguém pra amar e ser amado, depois disso deu um beijo leve nos lábios da estátua. Naquele momento senti meus lábios formigarem, as pernas tremerem, não tinha controle do meu corpo, o coração batia tão rápido que achava que iria explodir, e quando reparei estava nos braços dele, assim sem saber explicar os nossos corações batiam juntos, podia sentir sua alma e ele a minha. Demoro muito tempo pra encontrar, mas agora sim encontrei minha alma gemia aquela capaz de curar toda minha dor e me dar a paz que eu sempre quis, capaz de fazer florescer dentro de mim a linda rosa do amor, e eu que achava que isso não podia mais acontecer. Quando dei por mim estava já nos braços dele, aproveitando todo amor e carinho que ele tinha pra me oferecer e o melhor de tudo podendo retribuir da mesma forma.

“Que seja eterno enquanto dure esse amor, que dure para sempre”, temos que saber aproveitar cada segundo, pois não sabemos o que vai ser do amanhã, não se sabe se a vida é curta ou breve, apenas que tem que ser vivida, ame, sofra, chore, ria, pule, corra. Mas faça cada coisa com intensidade e prazer, não deixe que nada tire o seu ânimo de viver.

A força da natureza

Olhando pro céu, começo a reparar que há muito tempo não via a lua tão linda, afinal há muito tempo que mal via ela. A rotina não me deixava reparar nas melhores coisas do mundo, já não sentia mais a brisa tocar meu rosto, não ouvia mais o canto dos pássaros. Senti muita falta de tudo isso, mas não vamos colocar a culpa só na rotina, ela não trabalhou sozinha, como olhar pra cima se o que vejo são prédios mais e mais altos? Eles impedem o vento de circular livremente e ocupa os lugares de árvores onde os pássaros deviam estar, cada segundo tem menos e menos.

Mas com muito custo achei um lugar adorável pra ficar, olho pra todos os lados e não vejo ninguém, grama bem baixa e confortável por todos os cantos, as pedras grandes da um clima de deserto, consigo ouvir o vento e com ele todos os outros animais. Com tanta paz e sossego, fecho meus olhos e tento esquecer o resto do mundo.

No meio disso tudo começo a sonhar, ou melhor, ter pesadelos, vejo o homem destruir tudo que vê pela frente, pra construir fabricas, usinas, prédios, ruas. Vejo-os acabar com animais só por pura vaidade e ainda desfilar com o couro deles achando a coisa mais bonita do mundo. Mas o pior é vê-los matarem a si mesmo, com brigas inúteis, discussões desnecessárias.

Nesse sonho louco, vejo ventos forte vindos pra tomar o lugar que de direito é seu, mas o pior de tudo que ele esta certo, mas agora o lugar que era dele existe milhões e milhões de pessoas e ele é bravo pra defender o seu espaço, vejo casas destruídas, pessoas mortas, lugares totalmente irreconhecíveis. Mas olhe não esta sozinho, sua irmã água também resolve tomar posse do que é dela, vem com toda fúria destruir tudo aquilo que foi construído sem a sua permissão, é muito triste ver que ela não tem piedade limpa o lugar em uma velocidade, leva tudo que esta na frente, derruba prédios enormes, acaba com ruas, famílias, lares e o pior vidas. Mas quem é você pra reclamar do vento ou da água? Ninguém pensa nos danos que causaram, quando começaram a destruir as árvores, os pastos, as matas, os animais, a natureza em geral. Estavam todos concentrados em “evoluir” a qualquer custo, quanto mais empresas melhor, quanto maior a casa melhor, mais e mais poluição. O equilíbrio e respeito foram rompidos, não existe certo ou errado, apenas consequências.

Acordo assustado, o coração pulando da boca, a respiração descontrolada, um medo de tudo aquilo que sonhei, mas olhei ao meu redor e não vi nada daquilo, apenas a paz naquele lugar maravilhoso, me acalmo e volto pra casa, mais tranquilo tomo um banho rápido e resolvo ver televisão, as lágrimas me ardem os olhos, não era sonho. Veja ali crianças, velhos, adolescentes todos mortos pela fúria da água, famílias sem casa, pessoas que não sabem mais o que fazer, pois o pouco que lhe sobravam foi embora naquela tragédia, melhor não ver isso, troco de canal, mas que lugar destruído é este? Foi o vento que passo por aqui, furacões sem piedade. O pior é ver os caixões brancos nos braços de alguém da família, crianças que nem mesmo sabiam o que é viver perderam a vida por negligência do próprio ser humano, que não sabem respeitar e dar valor ao que tem nas mãos, por que destruir a natureza se pode muito bem conviver junto dela, em harmonia, encontrar um ponto de equilíbrio onde nenhuma das duas parte iriam sair perdendo, uma união onde um estaria sempre ajudando o outro, pois bem a vida continua destruída ou não. Mas será que com tudo isso o ser humano vai aprender que nem tudo que quer pode ter? E se não souber respeitar a natureza a tendência é sempre piorar.  Vamos ver o que vem por ai, por que o que passou acabou deixando coisas terríveis, que será muito difícil de esquecer, e mesmo assim os humanos não aprendem.